diferente um pouco do que os colegas da Equipe de Troca trouxeram,
as pessoas que conversei, independente da condição sócio-econômica, não costumam lembrar nem pensar no esgoto.
Muito parecido com o moradores de Viamão, os de Gravataí lembram do esgoto quando sentem cheiro, fedor, quando encontram esgoto a céu aberto, alguns quando puxam a descarga, outros quando entope. Ainda há aqueles que pensam no esgoto por associação com a água, ou seja, lembrando da água ao lavar roupa no tanque, ou buscando economizar água ao escovar os dentes.
Em Gravataí, o saneamento básico parece atingir grande parte da cidade. A maioria dos entrevistados mora em áreas onde existe encanamento para água e esgoto. Muitas pessoas têm conhecimento que já há tratamento de esgoto na cidade, mas ou não sabem dizer se existe onde vivem, ou dizem que o tratamento ainda não chegou lá.
Tive a impressão que algumas pessoas ficaram em dúvida se aquele esgoto que passa pelo encanamento é tratado ou não e que outras pessoas imaginam que o esgoto encanado é todo ele automaticamente tratado.
A partir da troca de idéias, senti as pessoas mobilizadas com a questão.
E fizemos o convite:
"tu topas fazer essa pergunta (Quando você lembra que o esgoto existe?), passar adiante, para os seus familiares, amigos, colegas de trabalho, pessoas que tu convives?"
A sensação que ficou é de que o convite fez sentido, pois o pessoal, além de topar, mostrava-se mexido e mais descontraído com o convite. Um dos entrevistados disse ainda que iria fazer essa pergunta hoje mesmo lá no bar que ele frequentava e queria só ver o que as pessoas iriam responder.
Vamos ver o que vai dar! Vai que de repente faz a volta e quando menos esperamos algum conhecido nosso faz essa pergunta para nós? Seria ótimo!!!!!
Raquel G. R.
Equipe de Troca
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